Ko-Bizen · um ou vários Masatsune · o Nawakiri

Vida e época

Da sua vida não se sabe quase nada: nem as suas datas nem o seu mestre. O que fica são as suas lâminas assinadas, e por elas pensa-se que o nome foi usado por vários ferreiros.

Nesta página
  1. A escola Ko-Bizen
  2. Um ou vários Masatsune
  3. A tradição: o Nawakiri

A escola Ko-Bizen

  • Ko-Bizen é o nome dos ferreiros mais antigos de Bizen. A Wikipédia em japonês conta que a tradição atribui a sua fundação a Tomonari, chamado pelo imperador Ichijō na era Eien (987–989), mas que a obra conservada vai do final do Heian a meados do Kamakura.
  • Entre os seus nomes, os que têm mais lâminas são Masatsune e Tomonari.
  • Na vizinha Bitchū, o Ko-Aoe teve ferreiros com os mesmos nomes, Masatsune entre eles, e por vezes é difícil decidir se uma lâmina é de uma escola ou da outra.

Um ou vários Masatsune

  • A Wikipédia em japonês dá-o como ferreiro de Bizen do final do Heian, de datas desconhecidas, e o de mais obra assinada conservada do Ko-Bizen.
  • Diz-se desde há muito que escrevia o carácter «tsune» (恒, tsune) da sua assinatura de sete maneiras. Essa variedade e algumas lâminas com traços do início do Kamakura fazem pensar em vários ferreiros com o mesmo nome.
  • Dizem-no também as fichas oficiais dos seus tachi: a do Museu Nacional de Kyūshū fala de vários Masatsune pelas diferenças de estilo e de assinatura, e uma do Museu Tokugawa lembra que há tachi com a sua assinatura que parecem do início do Kamakura. Essa mesma ficha regista que é tido por homem do final do Heian.
  • O Museu da Espada Japonesa da NBTHK data do início do Kamakura o seu tachi bem cultural importante e diz que nesses anos houve, segundo se pensa, vários ferreiros com a mesma assinatura.
  • Outra ficha do Museu Tokugawa, a do seu tachi tesouro nacional, diz que de todos os Masatsune a assinatura dessa lâmina é a mais arcaica.

A tradição: o Nawakiri

A tradição atribui-lhe a espada Nawakiri Masatsune (縄切正恒, Nawakiri Masatsune), a que Sasaki Takatsuna teria levado na batalha do rio Uji de 1184. É um relato, não um documento. As fontes consultadas não dizem onde está essa espada, se se conserva.