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O que forjou
O que se conserva são sobretudo tantō. Sesko conta só dois tachi com assinatura indiscutível, mais três com assinatura «a estudar» e mais de uma dúzia de jūyō e outra de tokubetsu jūyō sem assinatura que lhe são atribuídos. O Museu Nacional de Quioto resume-o assim: fez muitos tantō e poucos tachi, e o seu é o tachi representativo.
Tachi: sugata, jihada e hamon
Koshizori profundo com funbari, mas sem o afinamento dos tachi do Kamakura inicial, e chū-kissaki, não ko-kissaki. Um ko-itame muito denso com ji-nie, chikei fino e nie-utsuri, de aço claro e «húmido». Um suguha-chō de ko-nie com algum notare, ko-gunome, ko-chōji e ko-midare, ashi e kinsuji, um nioiguchi largo e brilhante, e um nijūba descontínuo quase em toda a lâmina, segundo Sesko. Um tachi tokubetsu jūyō de 75,5 cm e 2,4 cm de sori é ubu, kurijiri, com kiri-yasurime e dois mekugi-ana.
Bōshi e nijūba
O bōshi é sugu, com um nijūba que quase corre para yakitsume. O nijūba que chega ao bōshi já era assinalado em obras de antes do Edo e é o seu traço de assinatura; o tachi 太刀 銘国吉 (tachi mei Kuniyoshi) do Museu Nacional de Quioto mostra-o de forma notável, até no bōshi.
A Nakigitsune
É uma uchigatana comprida, de 54,0 cm, em hira-zukuri e mitsu-mune, com um bōhi gravado muito perto do mune, traço de Awataguchi, que termina em diagonal logo acima do habaki, um pormenor exclusivo de Kuniyoshi que se vê também em alguns dos seus tantō; o seu jiba é como o dos seus tachi, com nijūba, um suguha largo e algum ko-gunome e ko-notare no fukura, segundo Sesko. A Wikipédia em japonês descreve um ko-itame com bom ji-nie, um suguha e um bōshi ko-maru com kaeri, com bōhi nas duas faces; o hira-zukuri é raro numa uchigatana do Kamakura, talvez por encomenda especial. O Museu Nacional de Tóquio descreve-a como um tantō aumentado e com sori: uma uchigatana do Kamakura.
Tantō
Quase todos assinados com dois caracteres, 国吉 (Kuniyoshi), salvo um assinado Saemon no Jō Kuniyoshi. As formas variam muito: normal, hōchō (largo e curto), comprido e fino, e sunnobi (comprido e largo), com pouco ou nenhum sori; o hi é de muitos tipos, sempre perto do mune, e alguns acabam em diagonal, segundo Sesko.
A NBTHK, num exercício de kantei, descreve um tantō hira-zukuri de 9 sun 1 bu, largo e de forma hōchō, com uchizori, katana-hi e soe-hi, ko-itame apertado com ji-nie abundante, chikei e bō-utsuri, e um suguha elegante de ko-nie com nioiguchi claro: obra de Awataguchi. Para o distinguir de Yoshimitsu, este teria yakidashi, um ko-gunome contínuo e um jihada algo maior; Rai não faz tantō tão grandes em forma de hōchō, e Shintōgo teria mais chikei e kinsuji.
Ken
Conhecem-se uns sete ken, espadas retas de dois gumes: finos, ryō-shinogi-zukuri, com um hi estreito sobre um shinogi alto, de 21 a 25 cm quase todos e com um nakago comprido em proporção; a sua têmpera é um suguha-chō de ko-nie com kinsuji e sunagashi, segundo Sesko. O maior mede 26 cm, segundo a Wikipédia em japonês; Sesko assinala como exceção um de 84,8 cm, objeto de arte importante.
Um tantō e um tachi do Museu Nacional de Quioto
Tantō 短刀 銘国吉 (tantō mei Kuniyoshi): a lâmina e o nakago com a assinatura. Museu Nacional de Quioto, via ColBase (foto: 岡田愛, Okada Ai) · Termos de utilização da ColBase · proveniência
Tachi 太刀 銘国吉 (tachi mei Kuniyoshi), bem cultural importante: a lâmina inteira. Museu Nacional de Quioto, via ColBase (foto: 岡田愛, Okada Ai) · Termos de utilização da ColBase · proveniência