Gotoba-in

後鳥羽院 (Gotoba-in)

O imperador retirado Go-Toba (1180-1239). A tradição atribui-lhe ter reunido ferreiros de várias províncias em turnos mensais e ter temperado ele próprio lâminas marcadas com um crisântemo.

Estampa a cores: um nobre com trajes de corte bate com o martelo uma lâmina sobre a bigorna, enquanto um ferreiro a segura com tenazes junto ao fogo; atrás, uma dama sentada.
歌川国芳 (Utagawa Kuniyoshi), Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, via Wikimedia Commons · Domínio público

Perfil

Go-Toba reinou de 1183 a 1198 e continuou a governar como imperador retirado. Não foi ferreiro de ofício, e nenhum documento do seu tempo prova que forjasse: o que se segue é tradição, registada em tratados de espadas muito posteriores. Segundo ela, gostava de forjar e chamou ferreiros de várias províncias, a começar por Norimune de Bizen, para trabalharem em turnos mensais no seu palácio de Minase, os ferreiros de turno. Diz-se que temperava ele próprio lâminas e lhes gravava um crisântemo; essas lâminas chamam-se kiku gosaku, e delas viria o crisântemo da casa imperial. A tradição fala de dezasseis pétalas, mas o tachi que lhe é atribuído no Museu Nacional de Quioto tem um de doze. Não se devem confundir com as kiku-ichimonji, lâminas dos ferreiros Ichimonji dos turnos com um crisântemo no espigão. Em 1221 revoltou-se contra o xogunato de Kamakura, foi vencido e desterrado para as ilhas Oki, onde morreu em 1239. A lista de ferreiros que teriam trabalhado para ele no desterro é tida como inventada.

Monografia

Gotoba-in (後鳥羽院) Quem foi, o que se sabe dele e o que é só tradição, contado com o nível de evidência de cada dado. Ler a monografia

Obras de destaque

  • Tachi kiku gosaku do Museu Nacional de Quioto, com um crisântemo por assinatura: bem cultural importante desde 1950. É-lhe atribuído pela tradição.

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