Um tantō na vertical, sobre fundo preto, com a espiga em baixo e dois furos.

Museu Nacional de Kyūshū, via ColBase · Termos de utilização da ColBase

Hakata · a linhagem · Masamune

Vida e época

Um ferreiro de Hakata do século XIV de quem não se conhece nenhuma data: o que se sabe dele vem das suas lâminas, de tratados antigos e do que a tradição foi contando.

Nesta página
  1. Os seus nomes
  2. Uma família de ferreiros
  3. Quando trabalhou
  4. De onde vem «Samonji»
  5. Discípulo de Masamune?
  6. Um estilo novo em Kyūshū

Os seus nomes

A Wikipédia em japonês dá-lhe como nome comum 左衛門三郎 (Saemon Saburō) e como nome budista 源慶 (Genkei). Assinava 左 (Sa), e para o distinguir dos outros ferreiros da escola chamam-lhe 大左 (Ō-Sa, «o grande Sa»). A NBTHK matiza a questão de 安吉 (Yasuyoshi): um tratado antigo dizia que Samonji, já velho, se fazia chamar assim, mas nenhuma obra o confirma, e hoje Ō-Sa e Yasuyoshi são tidos por dois ferreiros distintos. Segundo a tradição que o Museu Nacional de Kyūshū recolhe, vivia em Okihama (息浜, Okihama), em Hakata, hoje no distrito de Hakata da cidade de Fukuoka.

Uma família de ferreiros

O tratado 往昔抄 (Ōjakushō), citado pela Wikipédia em japonês, dá esta linhagem: o fundador 良西 (Ryōsai), de meados de Kamakura; 西蓮 (Sairen), que assinava 国吉 (Kuniyoshi); 実阿 (Jitsua), o seu pai; Sa; e o seu filho Sa Yasuyoshi. A NBTHK, na exposição que o Museu da Espada Japonesa dedicou à escola em 2019, nomeia também Ryōsai, Sairen e Jitsua como seus antecessores, e Yasuyoshi, Yukihiro, Kunihiro e Yoshisada como seus discípulos.

Alguns deles têm ficha própria neste sítio: Yasuyoshi e Sa Kunihiro.

Quando trabalhou

A NBTHK situa-o entre o final do período Kamakura e o início do Nanbokuchō, em Hakata; as páginas da Wikipédia em japonês sobre as suas obras repetem essas datas, e a da sua biografia diz apenas «Nanbokuchō». Não se conhece nenhuma data do seu nascimento nem da sua morte, nem nenhuma lâmina sua datada.

De onde vem «Samonji»

A ficha oficial do Kōsetsu Samonji explica que lhe chamam Samonji porque assinava com o carácter 左 (sa). Quanto à origem desse carácter, as fontes não dizem o mesmo: o erudito de Edo Kaibara Ekiken, no 筑前国続風土記 (Chikuzen-no-kuni zoku fudoki) citado pelo Museu Nacional de Kyūshū, faz dele a primeira letra de 左衛門尉 (Saemon-no-jō), um título da corte; a NBTHK, o Museu Nacional de Quioto e a Wikipédia em japonês dão-no como abreviatura do seu nome comum, Saemon Saburō.

Discípulo de Masamune?

A tradição tem-no por discípulo de Masamune e conta-o entre os seus dez grandes discípulos, os 正宗十哲 (Masamune jittetsu). A Wikipédia em japonês diz que «se diz que entrou com Masamune»; a ficha oficial do Kōsetsu, que «se diz que aprendeu com Sōshū Masamune»; e o Museu Nacional de Quioto, que desde antigamente era tido pelo primeiro dos seus discípulos. A NBTHK incluiu-o entre os dez na sua exposição «正宗十哲» (Masamune jittetsu) de 2024.

É uma tradição, não um facto documentado: nenhum documento da época o liga a Masamune. Falta verificar, no texto original da exposição de 2024, se a NBTHK adverte que os dez não foram todos discípulos diretos.

Um estilo novo em Kyūshū

Os museus nacionais de Kyūshū e de Quioto explicam que, antes dele, a espada de Kyūshū era de itame com masame, de ar rústico, com um suguha de nioiguchi afundado e sóbrio; Sa trouxe um estilo brilhante e refinado, de aço muito compacto e têmpera de notare com nie.