Chaves do kantei

Obra e estilo

Tachi mais largos do que os do pai, Rai-hada, nie-utsuri e um bōshi que o denuncia: como se reconhece Kunimitsu.

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  1. Sugata
  2. Jihada
  3. Hamon
  4. Bōshi
  5. Nakago, mei e horimono
  6. Com quem se confunde
  7. Detalhes

Sugata

Fez alguns tachi clássicos e esbeltos com chū-kissaki pequeno, mas a maioria tem um chū-kissaki alongado e uma largura que estreita pouco: são mais largos e vistosos do que os de Kunitoshi e anunciam o gosto do Nanbokuchō. Sesko vê na sugata a chave para o distinguir do pai. As lâminas assinadas tendem para o clássico: as mais largas e majestosas eram mais longas, foram encurtadas (磨上, suriage) e perderam a assinatura. O tachi de 1327 é ubu, com toriizori profundo, funbari e chū-kissaki; para o Museu Nacional de Tóquio, de curva forte e uma das melhores obras de Kunimitsu.

Jihada

Ko-itame muito denso com muito ji-nie e reflexo de nie (沸映り, nie-utsuri). Sesko associa logo à partida a Kunimitsu o Rai-hada (来肌, Rai-hada): zonas de ferro mais macio e menos cuidado numa ou nas duas faces, do monouchi ao yokote nas lâminas longas e, nos tantō, onde acabam as caneluras. O tachi de Kyūshū, pelo contrário, não tem zonas fracas: um ko-itame muito denso com masame e muito ji-nie.

Hamon

Sesko distingue três maneiras nas lâminas longas: um suguha misturado com ko-chōji e ko-gunome; um suguha quase puro, com ashi e algum nijūba ou kuichigai-ba, e um suguha ondulado com hataraki em camadas, à maneira de Yamato, que lembra Rai Kuniyuki. Em relação a Kunitoshi, a sua orla de têmpera é um pouco mais apertada e definida, com troços soltos de nijūba e kuichigai-ba. A Wikipédia em japonês acrescenta que, já perto do Nanbokuchō, há midare de nie forte por influência da tradição Sōshū de Masamune, sobretudo nos tantō. O tachi de 1327 tem um hiro-suguha de ko-nie misturado com ko-chōji, ko-gunome, ashi, yō e algum kinsuji. O Museu Nacional de Tóquio vê-o sereno e fiel ao estilo de Rai Kunitoshi, e lembra que Kunimitsu teve também hamon muito mais ondulados. Segundo a tradição, Kunitoshi era o seu pai.

Bōshi

Nas lâminas longas o bōshi é reto com ko-maru-kaeri, por vezes com kuichigai-ba; no tantō «Uraku», um midare-komi marcado com um retorno longo e pontiagudo que tende para chama. Para Sesko, o bōshi é o que Kunimitsu mais acentua, e o que o separa de Rai Kunitsugu, cujo bōshi costuma ser tranquilo ainda que o hamon seja muito midare.

Nakago, mei e horimono

Assina 来国光 (Rai Kunimitsu), e no tachi datado escreve a data a seguir, na mesma linha, como o pai. As lâminas que alguns atribuem a um segundo Kunimitsu têm uma assinatura mais pequena e fina. O bōhi é quase obrigatório nos seus tachi e katana; nas lâminas muito encurtadas atravessa a espiga. No tachi de 1327 acaba em ângulo reto no machi; no de Kyūshū, arredondado dentro da espiga, por causa do encurtamento. Os tantō são de grande variedade, quase todos hira-zukuri com mitsu-mune, com caneluras ou gravações e, os mais conservadores, com a espiga curva de tipo furisode (振袖, furisode).

Com quem se confunde

Sesko avisa que pode confundir-se com Rai Kunitsugu, pelo midare vistoso, e o bōshi denuncia-o; e, em tantō com nijūba, com Awataguchi Kuniyoshi ou Yoshimitsu.