Ferreiros célebres, período a período

Mil anos de espadas deixam alguns milhares de nomes e umas poucas dezenas que todos acabam por conhecer. Esta é uma referência rápida, ordenada por período, com as datas de actividade que as lâminas conservadas sustentam, a escola de cada um e o motivo concreto por que importa. No fim, as listas de capacidade de corte publicadas pela família Yamada Asaemon.

Como se lê uma lista de ferreiros

  • Assinada ou anónima. Uma lâmina com assinatura é zaimei (在銘); sem ela, mumei (無銘). A maioria das lâminas do Kamakura e do Nanbokuchō perdeu a assinatura ao encurtar-se o espigão para as adaptar a montagens posteriores.
  • Atribuições. O anónimo atribui-se pelo estilo, e o papel di-lo com cautela: «den» (伝, «diz-se») ou o nome da escola quando não se chega à mão concreta.
  • Atribuições gravadas. Os peritos da família Hon’ami acrescentavam o seu parecer ao espigão em ouro embutido (kinzōgan-mei) ou em laca vermelha (shu-mei). É uma atribuição antiga, não uma assinatura.
  • Assinaturas falsas. Nos nomes mais célebres, a assinatura falsa (gimei, 偽銘) é mais frequente do que a autêntica. Uma assinatura julga-se sempre em conjunto com o estilo da lâmina, nunca sozinha.
  • Gerações. O nome de oficina herda-se: shodai (初代) é a primeira geração, nidai (二代) a segunda, e as mãos são diferentes. «Kanemoto» ou «Sukesada» designam dezenas de ferreiros.
  • Alcunhas. Kotetsu, Nosada, Magoroku ou Tōshirō são apelidos de uso corrente, não o que diz o espigão.
  • Datas. «Activo na era X» vem das obras datadas que se conservam, não de um registo. As biografias anteriores a Edo são reconstruções, e as datas dos ferreiros do Heian são em boa parte tradição.

Heian e início do Kamakura

FerreiroEscola e provínciaActividadePor que importaTraços e obra de referência
Sanjō Munechika (三条宗近)Sanjō · YamashiroHeian médio; a tradição situa-o na era Eien (987–989)O seu tachi «Mikazuki» é tesouro nacional e uma das cinco espadas célebres (tenka-goken). Assinava «Sanjō» ou «Munechika»Sugata esbelta com curvatura concentrada perto do espigão (koshizori) e ko-midare fino em nioi; o seu «Mikazuki Munechika», tesouro nacional, conserva-se no Museu Nacional de Tóquio.
Yasutsuna (安綱)HōkiHeianAutor do «Dōjigiri», tesouro nacional e habitualmente a primeira das tenka-goken; dele conserva-se um número relativamente alto de obrasAço escuro e muito ativo, hamon suguha-chō em nioi com nie grosso; o seu «Dōjigiri Yasutsuna», tesouro nacional, está no Museu Nacional de Tóquio (fig.).
Tomonari (友成)Ko-BizenHeian tardio; tradição da era EienTido, com Sukenari, por fundador do Ko-Bizen e primeiro grande nome da província que mais espadas forjouLâmina esbelta de koshizori pronunciado, itame fino com chikei e ko-chōji miúdo; obras suas conservam-se no Museu Nacional de Tóquio e no santuário Kasuga Taisha.
Masatsune (正恒)Ko-BizenHeian tardio; tradição da era Chōtoku (995–999)Contemporâneo de Tomonari; com ele fixa o padrão Ko-Bizen: lâmina esbelta, curvatura baixa, ko-chōji em nioiO mesmo padrão Ko-Bizen de Tomonari, com ko-chōji de traço fino em nioi; um tachi seu, com a montagem completa em laca nashiji, conserva-se no Museu Nacional de Tóquio (fig.).
Kanehira (包平)Ko-BizenHeian tardioO «Ō-Kanehira», tesouro nacional, está entre as lâminas mais célebres do Japão; um dos «três Hira» de Bizen com Sukehira e TakahiraLâmina larga e robusta, pouco habitual no Ko-Bizen, com chōji-midare vivo e ashi longas; o seu «Ō-Kanehira», tesouro nacional, conserva-se no Museu Nacional de Tóquio.

Kamakura médio e tardio

FerreiroEscola e provínciaActividadePor que importaTraços e obra de referência
Awataguchi Kuniyoshi (粟田口国吉)Awataguchi · YamashiroMeados do séc. XIIIUm dos grandes do tantō; pai ou mestre de YoshimitsuTantō elegante com ko-nie fino em suguha ou suguha-chō; obras suas designadas Jūyō Bunkazai conservam-se em coleções japonesas.
Awataguchi Yoshimitsu (吉光), «Tōshirō»Awataguchi · YamashiroObras datadas em Kenji e Kōan (1275–1288); activo por volta da era Shōō (1288–1293)O maior especialista em tantō do kotō e último mestre da Awataguchi; com Masamune e Gō Yoshihiro forma os tenka-sansakuTantō sem sori ou com ligeiro uchizori, ji finíssimo em ko-itame, suguha em nie fino; o seu «Atsu Tōshirō», tesouro nacional, conserva-se no Museu Nacional de Tóquio (fig.).
Rai Kunitoshi (来国俊)Rai · YamashiroAssinaturas datadas entre 1279 e 1321; uma de 1315 acrescenta «feita aos 75 anos»Carreira de mais de cinquenta anos e obra abundante; discute-se se o «Niji Kunitoshi» de assinatura de dois caracteres é ele ou um ferreiro anteriorItame cerrado com jifu, suguha ou suguha-midare em nie fino com kinsuji; obra abundante repartida por museus e coleções japonesas.
Mitsutada (光忠)Osafune · BizenMeados do séc. XIII; funda a escola por volta de 1238Fundador da Osafune, a escola de maior produção de toda a história da espadaChōji-midare alto e vistoso com ashi profundas, o-midare nalgumas peças; obras suas, tesouro nacional, conservam-se no Museu Nacional de Tóquio e no Museu Nezu.
Nagamitsu (長光)Osafune · BizenSegunda metade do séc. XIIIFilho de Mitsutada; obra numerosa e muitas vezes assinada, a referência prática do Bizen clássicoChōji-midare mais contido do que o do pai, por vezes suguha; obra assinada abundante, repartida por museus japoneses.
Kagemitsu (景光)Osafune · BizenDa era Kagen (1303–1306) a Kenmu (1334–1336)Filho de Nagamitsu; perfeiçoa o kataochi-gunome, o hamon «de ombro caído» que denuncia a sua mãoKataochi-gunome, o hamon «de ombro caído» que ele próprio inventa, sobre itame cerrado; obras suas, tesouro nacional, conservam-se no Museu Nacional de Tóquio.
Shintōgo Kunimitsu (新藤五国光)Sōshū · SagamiFim do séc. XIII – início do XIVPrimeiro expoente reconhecível do Sōshū e mestre da geração de Masamune; os seus tantō estão entre os mais finos do períodoTantō de sugata recolhida, suguha em nie brilhante com chikei; os seus tantō estão entre as peças mais finas do período, em museus e coleções japonesas.

Nanbokuchō

FerreiroEscola e provínciaActividadePor que importaTraços e obra de referência
Masamune (正宗)Sōshū · Sagamic. 1264–1343; obra situada entre 1288 e 1328O nome mais célebre do ofício. Assinou muito pouco, pelo que quase tudo o que lhe é atribuído é mumei; o seu contributo técnico é o nie grande e brilhanteNie grande e brilhante, chikei abundante, hada muito ativa: o Sōshū-den na sua forma mais depurada; o seu «Hyūga Masamune», tesouro nacional, conserva-se no Museu Mitsui (fig.).
Sadamune (貞宗)Sōshū · SagamiPrimeira metade do séc. XIVFilho adoptivo ou discípulo de Masamune; a sua obra, sem assinatura, atribui-se pelo estilo e passa pela continuação mais pura do mestreProssegue o nie grande de Masamune com um toque mais sereno, suguha-notare em nie; obra mumei atribuída pelo estilo, repartida por museus e coleções japonesas.
Gō Yoshihiro (郷義弘)EtchūMeados do séc. XIVO terceiro dos tenka-sansaku; morreu jovem e não se conhece nenhuma lâmina assinada pela sua mãoHada tão refinada que roça o muji, sem grão visível, com nie profundo; não se conhece nenhuma lâmina assinada por sua mão, todas atribuídas pelo estilo.
Norishige (則重)EtchūPrimeira metade do séc. XIVO aço mais espectacular do período: o matsukawa-hada, «casca de pinheiro», em grandes redemoinhos de chikeiMatsukawa-hada em grandes redemoinhos de chikei, nie grosso; obra escassa e muito valorizada, em museus e coleções japonesas.
Kaneuji (兼氏)Shizu · MinoPrimeira metade do séc. XIVFerreiro da escola Tegai de Yamato que estudou o método Sōshū e fundou a tradição de Mino; as suas lâminas chamam-se Yamato-ShizuTransporta a hada do Sōshū para o Mino: itame com chikei, notare em nie; as suas lâminas Yamato-Shizu são a charneira entre as duas tradições.
Kanemitsu (兼光)Osafune · Bizenc. 1328–1360Filho de Kagemitsu; passa do hamon ordenado do pai ao notare amplo do Nanbokuchō e é dos Bizen mais reputados do períodoNotare amplo herdado do Nanbokuchō, itame com utsuri; obra abundante e assinada, referência do Bizen tardio.
Chōgi (長義)Osafune · BizenMeados do séc. XIVCabeça do Sōden-Bizen, o Bizen que adopta os recursos do SōshūNotare largo misturado com gunome, hitatsura ocasional: os recursos do Sōshū sobre base Bizen; cabeça do Sōden-Bizen.

Muromachi e o Sengoku

Com as guerras do séc. XVI a procura dispara e aparece a arma de série, os kazu-uchi-mono, ao lado das encomendas de qualidade. Os nomes desta época são ao mesmo tempo assinaturas de autor e marcas de oficina.

FerreiroEscola e provínciaActividadePor que importaTraços e obra de referência
Kanemoto (兼元), «Magoroku»Seki · Mino2.ª geração, eras Eishō (1504–1521) e Daiei (1521–1528)Fixa o sanbon-sugi, os «três cedros»; a sua obra tem fama de corte e encabeça os graus de wazamonoO sanbon-sugi, o hamon de picos regulares «três cedros» que o identifica sem ambiguidade; obra abundante, à cabeça do grau wazamono mais alto.
Kanesada (兼定), «Nosada»Seki · Mino2.ª geração, primeira metade do séc. XVIRecebeu o título, raríssimo para um ferreiro, de Izumi no Kami; o traço com que escreve o carácter 定 dá-lhe a alcunhaGunome-midare regular com nioi largo; o traço particular com que cinzela o carácter 定 da assinatura é um traço de autenticação.
Muramasa (村正)Kuwana · IsePrimeiras décadas do séc. XVI; duas ou três geraçõesLâminas temidas pelo corte e de estilo agressivo. Em Edo tornaram-se símbolo anti-Tokugawa e a literatura atribuiu-lhes uma maldiçãoHamon agressivo, gunome-midare irregular e por vezes hako-midare, sobre sugata robusta; uma lâmina sua, Bem de Arte Importante, numa fotografia de 1933 (fig.).
Sukesada (祐定)Osafune · BizenSéc. XVIA assinatura mais repetida do Sue-Bizen, usada por muitas mãos: uma encomenda de Yosōzaemon Sukesada e uma arma de série com o mesmo nome nada têm em comumO aço varia muito consoante a mão; as encomendas de Yosōzaemon Sukesada, de maior qualidade e esmero, distinguem-se claramente da produção em série do mesmo nome.

Shintō (1596 – 1781)

FerreiroCentroDatasPor que importaTraços e obra de referência
Umetada Myōju (埋忠明寿)Quioto1558–1631Tido por pai do shintō; trabalhou no bairro de Nishijin e foi também gravador e autor de guardas de primeira linhaSuguha refinado em nie, além de horimono próprios muito elaborados; atribui-se-lhe a fixação do kantei moderno da assinatura cinzelada.
Horikawa Kunihiro (堀川国広)QuiotoEra Keichō (1596–1615)Samurai ao serviço dos Itō de Hyūga até à ruína da casa em 1577; forjou como itinerante e fundou, no bairro de Horikawa, a escola de Kunimichi, Kunisada e KunisukeSugata robusta, de transição entre kotō e shintō, notare-gunome em nie grosso; a sua obra de itinerante é escassa e muito procurada.
Hizen Tadayoshi I (肥前忠吉)Saga · Hizen1572–1632Enviado pelos Nabeshima a estudar com Myōju em 1596, aos vinte e cinco anos; funda a escola mais longeva do shintō. A partir de 1624 assina Musashi Daijō TadahiroO konuka-hada, um grão finíssimo «como farelo de arroz» exclusivo da escola, sob um suguha estreito em nioi; um exemplar seu, Tokubetsu Jūyō, em fotografia real (fig.).
Yasutsugu (康継)Echizen e EdoPrimeira metade do séc. XVIIFerreiro dos Tokugawa: usa o carácter 康 do nome de Ieyasu e grava a malva da casa. Célebre por refazer lâminas queimadas em incêndios e por empregar ferro importadoUsa ferro de importação (nanban-tetsu) numa parte da sua obra, suguha ou notare; grava a malva dos Tokugawa nas peças encomendadas diretamente pela família.
Nagasone Kotetsu (長曽祢虎徹)EdoMorre em 1678; instala-se em Edo por volta de 1656Armeiro de Echizen que passou às lâminas depois dos cinquenta. O seu juzu-ba «de rosário» e a fama de corte fizeram dele o nome mais falsificado do shintōO juzu-ba, o hamon «de rosário» de picos arredondados e regulares; um exemplar seu, com a inscrição de corte da família Yamada, conserva-se no Museu de Arte Tokyo Fuji (fig.).
Tsuda Echizen no Kami Sukehiro (津田越前守助広)Ōsaka1637–1682; título de Echizen no Kami em 1658Inventor do tōran-ba, o hamon «de ondas rebentando» que todos os que vieram depois copiaramO tōran-ba, o hamon «de ondas rebentando» que inventa, de nioi largo e luminoso; obra muito imitada depois dele.
Inoue Shinkai (井上真改)Ōsaka1630–1682Filho de Izumi no Kami Kunisada; chamado «o Masamune de Ōsaka» pelo seu aço e pelo seu suguha em nie. Trabalhou com SukehiroSuguha em nie fino e aço muito limpo, próximo do Sōshū clássico; obra escassa devido à sua morte precoce, muito valorizada.

Shinshintō e gendaitō

FerreiroCentroDatasPor que importaTraços e obra de referência
Suishinshi Masahide (水心子正秀)Dewa e Edo1750–1825Pai do shinshintō: ao serviço da casa Akimoto, pregou com escritos e oficina o regresso às técnicas do kotō e formou a geração seguinteDefendeu primeiro o shintō do seu tempo e acabou por pregar o regresso ao kotō; um exemplar seu, datado de 1791, conserva-se no Museum of Fine Arts de Boston (fig.).
Hosokawa Masayoshi (細川正義)Shimotsuke (Kanuma) e o domínio de Tsuyama1786–1858Entrou em 1805 na oficina de Suishinshi Masahide e tornou-se, a par de Taikei Naotane, um dos seus dois discípulos mais distintos; assinava por vezes «Sakuyō bakkashi Hosokawa Masayoshi».Chōji-midare em chave Bizen sobre itame cerrado, o melhor discípulo de Masahide a par de Naotane; o seu yasurime particular foi imitado pelos seus seguidores.
Chōunsai Tsunatoshi (長運斎綱俊)Yamagata e Edo1798–1863Discípulo de Masahide e o melhor do grupo em chave Bizen, com um chōji-midare muito vivoChōji-midare vivo em chave Bizen, herdado de Masahide e levado ao seu ponto mais brilhante entre os discípulos desse estilo.
Taikei Naotane (大慶直胤)Yamagata e Edo1778–1857O mais dotado da escola; títulos de Chikuzen Daijō (1821) e Mino-no-suke (1848). Dominou as cinco tradições, sobretudo Bizen e Sōshū, e continuou a viajar para forjar depois dos setentaDominou as cinco tradições; um daishō seu, assinado em Tenpō 7 (1836), mostra o seu itame cerrado e a variedade dos seus hamon (fig.).
Minamoto Kiyomaro (源清麿)Edo1813–1854«O Masamune de Yotsuya»: obra escassa, lâmina poderosa e hamon violento em nie. Morreu em 1854, segundo a tradição pela sua própria mão e com encomendas por cumprirHamon violento em nie grosso sobre sugata poderosa; um daishō seu de 1848, documentado na Wikimedia Commons, mostra ambos os traços (fig.).
Sa Yukihide (左行秀), «Tōko»Chikuzen, depois Tosa1813–1885Dizia-se descendente do mestre medieval Samonji de Chikuzen; formado em Edo com Shimizu Hisayoshi, tornou-se em 1856 o ferreiro de confiança do clã Yamanouchi em Tosa e um dos grandes nomes do Bakumatsu.Inspirou-se em Inoue Shinkai: nioiguchi largo e claro carregado de ko-nie; forjou também lâminas retas, sem sori, pouco antes da Restauração Meiji, algumas propriedade de Sakamoto Ryōma e Saigō Takamori.
Gassan Sadakazu (月山貞一)Ōsaka1836–1918Sobreviveu ao Haitōrei com encomendas cerimoniais e gravação de grande qualidade; em 1906 foi nomeado artista da Casa ImperialDomina o ayasugi-hada, o grão «ondulado» próprio da escola Gassan, além de uma gravação (horimono) de grande finura.

Depois de 1953 o ofício regressa com licença. Seis ferreiros foram declarados tesouro nacional vivo — detentores de um bem cultural imaterial importante: Takahashi Sadatsugu (1955), o primeiro; Miyairi Akihira (1963); Gassan Sadakazu II (1971), o do século XX e não o seu homónimo do XIX; Sumitani Masamine (1981); Amata Akitsugu e Ōsumi Toshihira (ambos em 1997). No certame anual da NBTHK, o grau mais alto é mukansa, «isento de juízo»: quem o alcança expõe fora de concurso.

As listas de wazamono de Yamada Asaemon

A capacidade de corte foi medida e publicada. A família Yamada, cujos chefes usavam o nome hereditário de Asaemon, servia o xogunato como provadora de espadas e executora: cortava os corpos dos condenados e anotava o resultado lâmina a lâmina. Dessas provas saem as duas listas clássicas.

O Kaihō Kenjaku (懐宝剣尺, 1797) foi compilado por Tsuge Heisuke Masayoshi, samurai do domínio de Karatsu, com os dados de corte de Yamada Asaemon V; foi reeditado em 1805 e 1815. O Kokon Kaji Bikō (古今鍛冶備考, 1830) reviu e ampliou a classificação com os ensaios de Yamada Asaemon Yoshitoshi, da sétima geração. A lista de 1797 reparte 163 ferreiros pelos quatro graus; a de 1830, 187.

Grau17971830
Saijō ō-wazamono (最上大業物)1215
Ō-wazamono (大業物)2121
Yoki wazamono / ryō-wazamono (良業物)5058
Wazamono (業物)8093

No grau máximo figuram Nagasone Kotetsu e Okimasa, Kanemoto I e Magoroku Kanemoto II de Seki, Tadayoshi I e III de Hizen, Kunikane de Sendai, Motoshige e Hidemitsu de Osafune, Mihara Masaie, Tatara Nagayuki e Miyoshi Nagamichi.

Três advertências. A lista mede o fio, não a arte: os grandes nomes do Kamakura aparecem apenas de raspão, porque lâminas desse nível não eram submetidas ao ensaio. O resultado dependia também do polimento e da mão que cortava. E hoje «saijō ō-wazamono» usa-se muito como etiqueta, pelo que vale a pena verificar de que geração e de que linha se fala.